26 de dez de 2014

olhar além


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"Se você puder, não estacione nos meus defeitos. 
Insista mais um pouco, siga adiante, 
prometo tentar vagas melhores."
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(Patrícia Saviolli / @pati_saviolli)

18 de out de 2014

O Eterno e o ‘Tempo da Imprensa’ - Por Carlos Ramalhete.


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 A desculpa para escrever este texto – que publico sem revisão por falta de tempo – é a enésima vez que um Papa (ou Bispo, ou padre, ou leigo católico conhecido como tal) diz uma coisa e a imprensa faz uma tempestade alucinada num dedal d’água, berrando aos sete ventos que “o Vaticano/Papa/Bispo mudou e agora é a favor de camisinhas/aborto/sodomia”.
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Isto *sempre* acontece, e é *sempre* seguido por leigos nem-tão-engajados-assim, modernistas de direita e outras figuras da periferia católica rasgando as vestes, como se o absurdo que a imprensa disse fosse verdade.
E o Papa, Bispo, padre ou leigo engajado passa a ter mais trabalho para lidar com aqueles que com os judeus, pagãos, protestantes e orientais, que normalmente prestam mais atenção no que ele tenha a dizer quando querem saber qual é a dele.Isto acontece por uma razão simplíssima: o universo mental e o modo de lidar com a realidade da Igreja e da imprensa simplesmente não poderiam ser mais diferentes. Infelizmente, todavia, há muita gente que raciocina de modo mais semelhante ao da imprensa que ao da Igreja se manifestando nesta ocasião e em outras semelhantes.Vejamos quais são estes modos de ver o mundo, estes universos mentais tão díspares.
A imprensa é heraclítica. Para ela, só há mudança, devir, novidade.A novidade é a notícia, e é ela, e só ela, que interessa. O resultado é evidente quando se examina qualquer jornal, revista, noticiário, etc.: o que permanece não é notícia. Diz o ditado que quando um cachorro morde um homem, isso não é notícia; só é notícia o homem que morde o cachorro, justamente por ser diferente, ***novo***.
As milhares de crianças que nascem saudáveis não são notícia, mas se nascer um bebê com quatro braços, a imprensa em peso vai noticiar. A mais séria de modo comedido, a mais popularesca fazendo comparações com divindades hinduístas. Do mesmo modo, na política é notícia o que muda, o que sai do padrão. Na vida cotidiana, o crime, o incêndio, a tragédia.
A Igreja, por outro lado, é a portadora de uma mensagem eterna. Para a Igreja, estamos há dois mil anos na Plenitude dos Tempos; a Revelação já foi toda dada e concluída, e nada mais acontecerá de realmente importante até o fim dos tempos. Em outras palavras, a eternidade penetrou no tempo, dando-nos todos a possibilidade de adentrar a eternidade. E o papel da Igreja é este: ajudar-nos a adentrar a eternidade.
Vale notar os dois lados desta equação da vida eclesial: um é a eternidade, que não muda jamais.
A verdade, que é sempre a mesma. A natureza humana, que é sempre a mesma. O outro é a aplicação disto a cada um de nós. A Igreja conhece o ser humano como ninguém mais, sabe perfeitamente como cada coisa nos afeta, o que nos faz bem, o que nos faz mal, etc. Mesmo alguém que não tenha Fé pode perceber isto; afinal, dois mil anos prestando atenção no ser humano fatalmente a levariam a acumular algum conhecimento!!!
Os seguidores de religiões naturais tradicionais (como o hinduísmo, o budismo e algumas formas do islã), bem como os judeus ortodoxos, aliás, concordam em quase tudo com a Igreja no tocante ao ser humano, justamente por terem se dedicado, ao longo dos séculos, a estudá-lo.
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Um clérigo católico experiente (padre, Bispo ou Papa) e ortodoxo há de ter passado algumas décadas a cuidar desta equação, a ajudar individualmente pessoa após pessoa a se tornar alguém melhor. Ele há de ter tido notícia de horrores inimagináveis, ouvidos no confessionário. Ele há de ter visto pessoas que caem após anos e anos de melhora. Não apenas a feiura dos nossos desejos desabridos, mas a ***falta de originalidade*** deles está profundamente gravada na maneira dele de ver o mundo.O primeiro sodomita, pedófilo, adúltero ou zoófilo há de espantar o padre recém-ordenado, que só havia estudado aquilo num compêndio de teologia moral. Ao longo dos anos, contudo, o que lhe salta aos olhos é a semelhança entre todos eles, o modo como toda tentação é parecida. É nesta hora que lhe é valioso o compêndio de teologia moral, que lhe lembra que por mais que um furto e um adultério sejam tão semelhantes, o efeito deles sobre a alma humana é diferente.
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Trata-se, assim, de alguém que dedicou a vida a ajudar pessoas presas no tempo, pessoas que acham que aquela tentação – que é exatamente igual à do próximo! – é uma novidade absoluta, a adentrar a eternidade e deixa-la para trás. Para isto, ele tem um arsenal de técnicas mais que comprovadas pelo tempo, a serem aplicadas na direção espiritual e no aconselhamento. Sempre pessoa a pessoa, sempre tendo a eternidade como objetivo.Mas, afinal, o que levaria alguém a querer melhorar? O que levaria alguém a buscar a santidade – que nada mais é que a sanidade! –, ao invés de buscar mais dinheiro, mais sexo, mais ‘Aifones’ do último tipo, ou sei lá o que se vende hoje em dia como desejável?!Mysterium Fidei, este é o Mistério da Fé.
A Fé é uma graça divina. Em bom português, isto significa que ela é um presente de Deus ao homem, não uma decisão humana. A decisão – que existe! – é simplesmente de aceitar, ou não, a Fé que Deus oferece. Contra esta decisão há todo tipo de apego ao temporal (dinheiro, poder, sexo, Aifones… basicamente, tudo o que se perde na morte). A favor, contudo, há a perfeição divina. Há a ação dos Santos. Há os milagres (hoje, dia de São Januário, é o dia de um milagre que se repete regularmente há coisa de dezessete séculos!). Há a Verdade.
Parece um jogo ganho de antemão, mas sabemos todos – e mais ainda o sabe quem sentou por horas a fio, dia após dia, ano após ano, em um confessionário, ouvindo a horrenda banalidade do mal que se repete de coração em coração – que é tão fácil trocar nossa herança por um prato de lentilhas. Ou por um belo par de seios, ou por um empreguinho legal, ou um carro novo.
O que nos há de atrair a Deus, contudo, é sempre Ele mesmo. Em última instância, estamos falando de corresponder ao amor divino, um amor eterno, que ama cada indivíduo e ajuda – através da Igreja – cada indivíduo a se livrar daquilo que o torna menos ele mesmo. O pecado, afinal, é a negação de si mesmo. Quando eu peco, estou sendo falso em relação a mim mesmo. Se eu traio minha mulher, estou sendo menos o marido dela (que eu sou!) e mais um adúltero genérico, exatamente igual a todo e qualquer patético frequentador de casas de suingue ou bordéis.
Para a imprensa, contudo – e aí voltamos ao tema deste texto, que já parecia esquecido –, nada disso existe ou importa. Existe apenas a titilação da novidade, inclusive e especialmente a falsa novidade da última apresentação da mesma tentação velha e desgastada.
No momento, estamos na transição entre a titilação da sodomia – que está rapidamente deixando de ser titilante pelo excesso de repetição, a não ser que se trate de lesbianismo (mocinhas núbeis (tem) um apelo maior que o de rapazes fazendo o mesmo) – para a da pedofilia (que está passando de coisa medonha a coisa excitante do momento).
Mas tanto faz. Tanto uma quanto a outra são a mesma coisa, a mesmíssima e velhíssima prática de desviar-se do fim de um ato para arrancar dele um prazer que deveria ser a recompensa, não o objetivo. No fundo, dá no mesmo fornicar, entregar-se à sodomia, pedofilia ou zoofilia ou simplesmente, como faziam os romanos, comer e vomitar para poder comer mais. Ou comer produtos “diet” em megadoses, como se faz hoje em dia. É a mesma busca do prazer sem suas consequências, da recompensa sem o prêmio.
Quando, então, a imprensa e o clero – no momento, o Papa Francisco – tentam se comunicar, o que temos é um diálogo de surdos.
O Papa vai responder às perguntas que lhe são colocadas a partir do ponto de vista da eternidade (“sub species aeternitatis”), enquanto a imprensa vai buscar basicamente ***novidades***. Ora, por definição, não há novidades. A Revelação se concluiu com a morte do último dos apóstolos (aos curiosos, trata-se de S. João, no final do Século I; ele era adolescente quando da Crucifixão).
Desta forma, a imprensa vai buscar sempre os pontos em que a maluquice daquele momento, daquele segundo, daquela etapa microscópica dos interesses demagógicos e vacilantes de uma sociedade em decadência está em conflito com a eternidade, e tentar vender a falsíssima ideia de que há alguma novidade, de que a Igreja “finalmente mudou”, como se isso fosse possível. Há alguns dias, era um burocrata da Santa Sé que deu vazo a delírios da imprensa, torcendo suas palavras para usá- las como se ele negasse o celibato dos sacerdotes (e, mais ainda, como se esta suposta negação mudasse algo na doutrina da Igreja!). Agora, é uma série de delírios interpretativos absoluta e completamente bizarros acerca de algumas declarações do Santo Padre em uma entrevista, ignorando não só o contexto mas as próprias palavras dele para falar sandices acerca de aborto, sodomia e o que mais vier.
Temos, assim, de um lado, um clérigo falando da Eternidade. Do outro, um jornalista buscando a titilação do momento, o devir, a mudança.
Ora, como  poderia haver algum diálogo?! Como poderia haver alguma comunicação??!!
A imprensa vai, sempre, tentar torcer as palavras dos clérigos. Não é por maldade, mas porque o “radar” deles só registra mudança, movimento. E os falsos positivos do radar são muitos; não sei você, caro leitor, mas em todos os temas que domino por força dos estudos ou da ação profissional, ao ver o que é publicado nos jornais a respeito, fico chocado com a má qualidade das informações.
Ao tratar da Igreja, então, que se lhe é tão radicalmente contrária em sua visão de mundo, é praticamente impossível que a imprensa faça uma leitura que tenha algum sentido. Tudo, sempre, vai retornar àquilo em que o fabulário geral do delírio cotidiano se afasta mais visivelmente do que é Eterno: no momento, é aborto, sodomia e camisinhas; daqui a alguns anos, pedofilia e zoofilia entrarão no jogo.
O que a Igreja prega, contudo, não é nem aborto, nem camisinhas, nem sodomia. Nem – por mais incrível que isso possa parecer a meus queridos coleguinhas jornalistas – a negação deles. A Igreja prega o Eterno. Estes temas, tão titilantes e palpitantes para o jornalista que simplesmente não consegue entender como cargas d’água alguém pode diferir da sabedoria coletiva do PSOL e das Organizações Globo, para a imensa maioria dos católicos mais sérios e comprometidos com a Fé, simplesmente não se registram no radar.
Eu mesmo, por exemplo, sou casado. Não tenho a menor intenção de cometer adultério, e creio que não fosse sequer saber como se usa uma camisinha (tomei jeito antes delas virarem coisa normal) se resolvesse cometê-lo. Tanto melhor: assim tenho ainda mais razões para não o cometer!…
A sodomia simplesmente não me atrai. Como, contudo, eu tenho cá minhas tentações, quem seria eu para brigar com alguém, ou mesmo para simplesmente trata-lo de modo diferente, por ele ter esta tentação?! Simplesmente não é da minha alçada.
Aborto, para mim, é exatamente igual a qualquer outra forma de homicídio: espero sinceramente jamais sofrer esta tentação, e espero ter forças para perdoar quem nela caia.
Nenhum destes temas jamais foi objeto de uma homilia que eu tenha ouvido numa Missa, por ser, para qualquer católico, algo evidente. Ao contrário, as boas homilias que ouvi, as que me fizeram sentar mais reto no banco para prestar mais atenção, falaram de como lidar com o que nos tenta, de como Deus Se nos revelou e Se nos revela, dos Sacramentos, dos Mandamentos, do amor conjugal de Cristo pela Igreja, etc.
Reduzir a Igreja à sua oposição a este ou aquele tema titilante da moda é simplesmente perder a Igreja de vista. É mais que evidente que isto ou aquilo é errado. Não é por a sociedade pregar isto ou aquilo como certo, contudo, que eles são errados: é por serem armadilhas velhíssimas, enferrujadas e cheias de teias de aranha, com as quais nós tentamos fugir da Eternidade que nos chama, e que é tão maior que tudo isso.
Quem, assim, reclama do Papa ou de qualquer clérigo por não tratar a imprensa como a imprensa quer ser tratada, por não cair em uma guerrinha imbecil de “pundits” e frases de efeito, simplesmente não entendeu a que vem a Igreja. E quem usa as imbecilidades que a imprensa publica sobre a Igreja para rasgar as vestes e entregar-se a escândalo farisaico, por vezes até condenando abertamente o Santo Padre, deveria calar a boca e voltar-se à eternidade. Num confessionário, e depois numa igreja vazia e sem luzes elétricas, de joelhos diante do Santíssimo. Do Eterno. De Deus, que não passa.
Na Festa de São Januário do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2013,
Na Quinta São Tomás, no Carmo de Minas,
Carlos Ramalhete,
Um pobre pecador, que mendiga uma sua Ave-Maria.
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Fonte: Blog do Carmadélio - Comunidade Shalom
http://blog.comshalom.org/carmadelio/36642-entrevista-papa-afinal-midia-deforma-tanto-palavras-papa-igreja

12 de out de 2014

_ prece à Nossa Senhora




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Virgem Aparecida, Padroeira do Brasil
e nossa Mãe, cuidai de nossas famílias e das crianças.
Conserva o nosso coração de todo mal
e ensina-nos a fazer a vontade plena de Deus.

_ a Oração

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"O Coração de Jesus não deixará cair no vazio
a nossa oração se ela for plena de fé e de confiança."
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(Santo Padre Pio de Pietrelcina) 

1 de out de 2014

15 perguntas para se fazer antes do casamento

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O fato de você se sentir muito apaixonado(a) e achar que já encontrou a pessoa da sua vida não significa que você está completamente pronto(a) para se casar. Falta uma parte muito importante a ser considerada: suas próprias habilidades e destrezas para tornar-se esposo ou esposa.

Em outras palavras, ainda que todos nós tenhamos nascido para o amor, nem sempre estamos preparados para dá-lo e recebê-lo. Isso é particularmente certo quando se trata do amor matrimonial, pois o característico deste amor é que renunciamos a pensar e agir como indivíduos ou solteiros para construir um “nós”, ou seja, uma comunhão de vida ou comunidade.

Tal comunidade começa com a decisão e promessa de entregar-nos totalmente. Mas é na vida diária que esta entrega é colocada em prática e se torna a base da qual nascem a harmonia, a compreensão e a unidade, que constituem a comunhão de vida matrimonial
Em outras palavras, ainda que todos nós tenhamos nascido para o amor, nem sempre estamos preparados para dá-lo e recebê-lo. Isso é particularmente certo quando se trata do amor matrimonial, pois o característico deste amor é que renunciamos a pensar e agir como indivíduos ou solteiros para construir um “nós”. Se este é o conceito e o tipo de amor ao qual você aspira, está indo por um bom caminho. De qualquer maneira, é bom analisar se você já está igualmente treinado e pronto para colocar tudo isso em prática.
Com este objetivo, sugerimos que você se faça as seguintes perguntas:
- Você é uma pessoa feliz, que sabe que a felicidade não depende de nada fora de você, mas da sua decisão de ver a vida com otimismo e gratidão?
- Você está de acordo com o que faz porque sempre dá o melhor de você ou, pelo contrário, é um conformista ou uma pessoa que se julga com severidade exagerada?
- Você sabe expressar seu desagrado ou raiva sem ofender os outros?
- Sabe pedir perdão quando comete erros e sabe perdoar quando o ofendem?
- Você se sente capaz de mudar ou sacrificar sua decisão de ir para a balada com os amigos para incluir seu parceiro nos seus planos de diversão?
- Você está preparado para criar e aproveitar o tempo compartilhado em casal e família?
- Se você costuma beber e fumar demais, está disposto a deixar seus vícios para ter um casamento estável e feliz?
- Seria capaz de citar pelo menos 5 sacrifícios que está disposto a fazer quando estiver casado?
- Você acha que o fato de ser adulto já lhe deu maturidade suficiente para saber conduzir um casamento? Ou, se você é jovem, sabe se sua idade não lhe permite ter a maturidade que deveria?
- Você acha que o casamento será a solução para muitos dos seus problemas?
- Você tem certeza de que está apaixonado pela sua namorada e por ninguém mais?
- Você vai se casar somente porque houve uma gravidez inesperada?
- Tem certeza de que, ao se casar, não está tentando fugir dos problemas existentes na sua casa?
- Está se casando porque seu parceiro a compreende?
- Você decidiu se casar porque se considera velho demais para continuar solteiro?
Se, ao refletir sobre estas perguntas, sua conclusão é de que sua motivação para casar-se é o amor e o desejo de dar o melhor de você mesmo pelo bem da outra pessoa, ainda que isso exija sacrifícios, então já está preparado para o casamento.
É preciso levar em consideração que o casamento não é uma caixa mágica na qual você encontrará a solução para todos os seus problemas e será “feliz para sempre”. Pelo contrário, é preciso estar preparado para encontrar muitas situações em que será difícil entender-se ou encontrar uma solução.
Estar abertos às mudanças e ser suficientemente flexíveis para ceder quando não valer a pena agarrar-se aos próprios pontos de vista ou aos nossos gostos e preferências é algo vital. Se você está pronto para ceder, está pronto para se casar, porque só cedendo é que se consegue ter uma vida conjugal harmônica.
É preciso também contar com o fato de que, apesar das suas boas intenções, você pode ferir seu parceiro ou ser ferido por ele. Por isso, é preciso treinar-se na arte do perdão e aprender a exprimir sentimentos e lidar com eles, para que as ofensas sejam cada vez menos numerosas. Se você compreende e age com este propósito de controlar o temperamento e saber pedir perdão e perdoar, a vida de casado será mais fácil.
A vida de solteiro em breve será história do passado. Agora é preciso preparar-se para criar uma vida em comunidade. Assim, é preciso começar a compartilhar ou modificar as atividades e distrações da sua vida de solteiro por atividades em comum.
A alegria da vida de casado dependerá de como você a construirá, pois agora tudo será compartilhado com o amor da sua vida. Não se trata de perder a sua individualidade, mas de encontrar as atividades adequadas das quais os dois possam participar.
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(Artigo publicado originalmente em Por tu Matrimonio)

Por: Cinthya Arcega de Montalvo

24 de ago de 2014

Incompleta

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"De todas as certezas que possuo, esta é a mais bela: 
sou metade incompleta que só a eternidade poderá preencher."
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(Padre Fábio de Melo - Álbum: Saudades do Céu)

29 de jun de 2014

Para tudo há um tempo

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Tempo de saudades. Retomar as lembranças ajuda ao coração a encontrar espaços dentro de si e tomar consciência de sua condição. Fazer memória dos acontecimentos e chorar as saudades ajuda a encontrar sentido ao que se passa dentro de mim. Nem sempre sei expressar minhas emoções... E fico a olhar seu retrato, seu sorriso ainda ilumina os meus dias, pai. A delicadeza e a doçura de seus gestos me ensinam tanto! Ah, pai, junho que era tempo de celebrar o dom de sua vida, hoje nos faz recordar de ti com saudade, e o coração transborda - ainda que ninguém perceba. Porém, com mais serenidade e os pés mais firmes, posso olhar o horizonte com mais disposição e, perceber que consigo prosseguir. Estando mais consciente das próprias fragilidades, posso agora caminhar. Pois há um tempo para cada coisa.
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(Das cartas que não enviei *– Polyana Zavariz)
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*Dois anos de saudades.

20 de mar de 2014

Dica de filme: BUSCA IMPLACÁVEL



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Um filme chocante que mostra a realidade do tráfico de mulheres. O filme relata a busca de um pai por sua filha, que foi sequestrada por uma rede de prostituição. Dentro do contexto da Campanha da Fraternidade 2014, este filme propõe entender os vários níveis em que essa rede atua, além de expor outros problemas que envolvem a família. Vale a pena assistir!


9 de mar de 2014

Tráfico Humano e Fraternidade - É para a liberdade que Cristo nos libertou.

Quis trazer aqui no blog uma nota sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, pois ela vem refletir sobre um tema que considero muito complexo e difícil de entender onde começa e até onde pode chegar - ou seja, até aonde pode chegar o ser humano - e quão terrível é para os que sofrem esta dor, juntamente com seus familiares... De fato, é preciso colocar-se no lugar do outro e sensibilizar-se por sua condição. A Igreja nos orienta e convida a rezar pelos que sofrem, e lutar por uma sociedade mais justa e fraterna.
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Significado do cartaz:

1- O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
2- Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
3- As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
4- A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).
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FONTE: 
http://www.cnbb.org.br/campanhas/fraternidade/12900-cnbb-divulga-cartaz-e-os-subsidios-da-campanha-da-fraternidade-2014-fraternidade-e-trafico-humano

4 de mar de 2014

Memórias

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Rememorar as minhas saudades é, antes de tudo, trazer a tona a razão de existir, recobrar valores e as marcas que estão em mim. Pois impossível seria seguir a vida sem fazer pausas para que eu continue sendo.
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E olhar os espaços deixados é saber-se amada e ser capaz de refletir as alegrias de um tempo que não volta mais. Principalmente àqueles que o olhar já não encontra nesta vida... Mas o que faz-nos prosseguir é a certeza de que há um lugar em que podemos voltar - onde há um Deus que nos espera de braços abertos.
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Apesar dos espaços habitados pelas lembranças, é preciso olhar os dias com esperança, na certeza de que também nós fomos feitos para o Céu. E Deus olha nosso coração e nos ajuda a seguir com esperança de que o que somos não está a margem de nós mesmos mas, Ele está a frente de nossa vida.
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Embora o coração esteja tomado pela angústia, a saudade não pode manter-nos encarcerados, deve estar alicerçada na fé para que suportemos as situações mais adversas.

15 de fev de 2014

Atenção, mulheres, não se esqueçam de amar*

A qualidade de sua vida depende do amar
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Cresci ouvindo conselhos que diziam mais ou menos assim: “Estude bastante para conseguir um bom emprego e ter o seu próprio dinheiro. Se você não estudar, vai depender dos outros a vida inteira”. O tempo foi passando e continuei tentando corresponder a essas dicas, principalmente porque vinham de pessoas que queriam o meu bem mais do que tudo neste mundo. Sem dúvida, foram bons conselhos e me ajudaram a ser responsável e coerente com meus estudos e minha vida profissional. Mas fico pensando o que seria de mim se não tivesse tido também a graça de ser esclarecida que, acima de tudo, meu valor não está naquilo que eu faço ou nos bens que eu possa adquirir, mas sim naquilo que eu sou como pessoa, ou seja, no meu caráter e na minha dignidade de filha amada de Deus.
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Hoje, pela missão que Deus me confia na Comunidade Canção Nova, lido com muitas pessoas e escuto partilhas, principalmente de mulheres pedindo ajuda para reencontrar um sentido na vida, que, talvez, tenha se perdido por levarem tão a sério aqueles tipos de conselhos. São mulheres profissionalmente realizadas, mas inquietas, pois percebem que alguma coisa se perdeu pelo caminho e sentem vontade de voltar para procurar, mesmo sem saber o que foi perdido. Fazem compras, viajam, tiram fotos e curtem novos contatos, mas o coração permanece vazio. Será que é por falta de amor?
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No filme "Titanic", há uma frase de que gosto muito: “O coração de uma mulher é um oceano de mistérios”. E são tantos mistérios, que até nós mulheres levamos a vida inteira os admirando e tentando lidar com eles, já que os desvendar é impossível. A meu ver, são exatamente esses mistérios ou segredos que tornam o coração da mulher um “território sagrado”, feito para amar e ser amado, parecido com o coração de Deus. O problema é que, constantemente, nós nos esquecemos disso, ou pior: nunca soubemos.
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Nestes dias, recebi a partilha de uma moça que retrata o que digo:
“Minha vida não é diferente da de muitas mulheres que conheço com minha idade. Estou na casa dos trinta e me pergunto: O que será que me falta para ser realmente feliz? Profissionalmente falando, estou realizada. Terminei meu doutorado, tenho um ótimo emprego, casa própria, carro, viagens e tantas outras coisas que sempre quis. Claro que batalhei muito para chegar onde estou, mas não sei se valeu a pena... Nunca fui de ter muitos namorados; na verdade, meus relacionamentos foram todos complicados e marcados por experiências sexuais. Sempre quis ter um relacionamento sério e partilhar de momentos como o namoro, a amizade, o noivado e o casamento, mas fico presa a tantas coisas, algumas ligadas a traumas de infância, e não consigo ir em frente. Emfim, tenho sede de amar, mas acho que não sei como nem por onde começar. Vejo o tempo passando e sito-me cada vez mais perdida. Como é difícil saber dosar este tempo da espera! Pode me ajudar? “Não sei se estou sabendo falar com Deus”.
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Respondi para ela o que digo também a você, que, talvez, esteja vivendo algo semelhante. Tenha calma! Deus está ouvindo suas súplicas, sim, e quer ajudá-lo a encontrar a felicidade.
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Sem a pretensão de apresentar uma fórmula mágica que irá resolver seus problemas, partilho algumas pistas baseadas em minhas experiências e em ajudas que recebi de algumas pessoas durante minha caminhada espiritual.
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Primeiro, proponho que você responda uma coisa: "O que, realmente, você quer?". Acontece que, a maioria das pessoas que chegam a perceber que “falta um sentido em sua vida”, já foram tão programadas sobre o que deveriam querer e fazer que não sabem o que realmente querem. Neste caso, conseguir discernir o que quer e admitir que precisa de ajuda para chegar lá já é um grande passo. A segunda dica é refletir sobre suas escolhas antigas e tentar perceber o que houve de errado e à qual fantasia ou ilusão do passado você ficou presa.
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Tenha a coragem de refletir sobre isso sem pressa. É preciso “arrumar a casa” e analisar o que realmente vale a pena guardar. Faça uma limpeza geral nas "gavetas" e nos "armários" da sua alma e analise seus afetos. Isso vai lhe permitir jogar muitas coisas fora, deixando espaço vazio para receber o novo que Deus quer lhe proporcionar. Pode ser que você sinta medo de mexer em coisas antigas e queira passá-las adiante. Não faça isso. Coragem! Ajudada pela graça de Deus, assuma sua verdade e reconcilie-se com ela por mais difícil que seja. A Palavra de Deus nos diz: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
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Outra dica: não culpe ninguém! Lembre-se de que nós somos pessoas livres e o que nos acontece é sempre resultado de nossas escolhas; portanto, não caia na tentação de culpar as pessoas e se eleger como vítima, porque isso só atrapalha o processo de cura que Deus deseja realizar em sua vida. Você precisa entender que tudo o que viveu, inclusive os acontecimentos dolorosos e os relacionamentos que não deram certo no seu passado, foram necessários para seu crescimento e Deus não está alheio a nada disso.
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Procure reconstruir sua história sempre a partir da verdade, pois quando você a acolhe faz uma grande descoberta: percebe que é capaz de amar e começa a amar.
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Amar a Deus, a si mesmo e aos outros.
Sim, a si mesmo e depois aos outros. Somente quando conseguimos nos aceitar e nos amar como somos, é que conseguimos dar amor às pessoas. Sou testemunha disso; enquanto busquei preencher minha vida com o amor que eu recebia, nunca me sentia plenamente amada, era como se meu coração fosse um saco sem fundo; recebia amor, mas nunca era o suficiente. Já se sentiu assim alguma vez? Não se desespere. Tem jeito! Vivendo o processo de cura interior, fui cada vez mais me aceitando e me amando como sou, e essa experiência capacita-me, a cada dia, a levar o amor também a outras pessoas.

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O fato é que não podemos dar aquilo que não temos; então, se você conseguir se amar e se aceitar, isso já é maravilhoso. Quando conseguimos dar amor a nós mesmos e nos redescobrimos como pessoa importante, valiosa e querida por Deus, é como se nascêssemos de novo, e isso abre nosso coração para recebermos o amor guardado por outras pessoas para nós.
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Portanto, agora que você já sabe que é amada incondicionalmente por Deus, não se esqueça de amar a si mesmo. Lembre-se de que a qualidade de sua vida depende desta condição: amar. Deus nos criou com um coração parecido com o d'Ele, a fim de, por nosso intermédio, revelar Seu amor à humanidade. Talvez seja por isso que, para nós mulheres, amar é viver.
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Apaixone-se por si mesma e seja paciente com seu processo
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Seja feliz! Estarei unida a você.
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*Dijanira Silva 
(missionária da Comunidade Canção Nova, atualmente reside na missão de São Paulo. Apŕesentadora da Rádio CN América - SP).

18 de jan de 2014

Um milhão de amigos*

 Imagem de Destaque
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"Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar…" Quem não conhece essa música do Roberto Carlos? Muito bonitinha mesmo, tem um ritmo alegre, refrão super bonder (basta passar uma vez pela sua cabeça para ficar grudado), mas será que é bom mesmo ter um milhão de amigos? Você teria tempo para todos eles? Conseguiria responder os recados do Twitter, Facebook, e-mail, SMS (mensagem de celular) de um milhão de pessoas? Será que você conseguiria ter intimidade e se sentir livre para revelar seus maiores segredos para um milhão de pessoas? Vamos descobrir se alguém consegue, realmente, ter um milhão de amigos?
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Fico me perguntando o que se passa na cabeça de uma pessoa que, ao encontrar alguém que não conhece e, muitas vezes, de quem nem sabe o nome nem jamais ouviu uma só palavra sobre sua história, de repente, começa um diálogo chamando-o de "amiga".
Sabe quando você está perdido e não consegue chegar a determinado lugar, mas encontra alguém e lhe diz: "amigo!"; chama um garçom ou recepcionista e lhe pede: ”Amigo, por favor…"
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Amigo? Que história é essa? Você conhece, de verdade, o significado dessa palavra? Talvez existam outras fomas de tratamento mais adequadas para essas pessoas, como senhor (a), você...
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A palavra “amigo” é sagrada. João Paulo II disse que “Cristo é o maior amigo e, simultaneamente, o educador de toda a amizade autêntica". Se Ele é um educador, pode nos ensinar como descobrir quem são nossos verdadeiros amigos. Não é difícil descobri-los, basta pegar a Bíblia e abri-la em Jo 15,15b.
Jesus disse: “Eu vos chamo amigos”. Você acha que Ele disse isso para quantas pessoas? Será que o Senhor chamava o balconista da hospedaria de amigo? Ou o beduíno que lhe deu uma informação no meio do deserto? Não. Ele só falou isso para um grupo bem seleto de 12 pessoas, as quais possuíam, pelo menos, quatro características básicas:
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1º - Escolha divina: não existia essa história de amizade forçada, pois esta não se inventa, mas é descoberta;
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2º - Tempo: só depois de terem passado um bom tempo juntos, Jesus os chama de “amigos”. Essa história de amigo de Orkut, de Facebook ou um "amigo" que conhecemos, hoje, e já é nosso amigo (a) amanhã… não dá, não é bem por aí, não;
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3º - Liberdade: os doze não ficaram falando na cabeça de Jesus: “diz que eu sou seu amigo vai, por favor" ou “eu sou seu melhor amigo?". Não se esqueça de que o amor só pode florir no solo regado pela liberdade;
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4º - Intimidade: Jesus disse: "Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai". O dom da intimidade (recíproca) é característica básica de amizades autênticas.
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Jesus tinha também “amigos íntimos”. Alguns os chamam de melhores amigos, mas talvez não seja esta a melhor forma de se referir a eles, no entanto, é uma forma de diferenciá-los. Sabe quem são? Pedro, Tiago e João. É só observar como Jesus os levava para situações-chave da Sua vida, como a Transfiguração (cf. Mt 17,1-9), o Monte das Oliveiras (cf. Mc 14,33) etc.
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O mais interessante é que, mesmo que Jesus tivesse amigos íntimos, amigos, discípulos, o povo etc., Ele amava todos! Não lhe importava o “tipo de relacionamento”. Portanto, se você não é o amigo íntimo de alguém ou não consegue tratar todos os amigos da mesma maneira, fique tranquilo, porque isso é normal, chama-se “ser humano”; ser diferente disso que é o problema, pois se chama: “falsidade”. “Eu quero ter um milhão de amigos…” Você quer?
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No fim das contas, o que vai valer mesmo não é quantidade de amigos que você tem ou acha que tem, mas se você vai fazer com os amigos que Deus lhe concedeu o mesmo que Jesus fez com os d'Ele: “Eu os amei até o fim (Jo 13,1)”.
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*Padre Sóstenes Vieira
Comunidade Canção Nova

7 de jan de 2014

Feliz ano Novo!!

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O final de ano foi tão intenso que nem passei para desejar os votos de feliz Natal e um bom ano novo, mas é sempre tempo, não é mesmo?Apesar da ausência não deixei de recomendá-los ao Senhor, nos momentos de oração. 
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Que este ano de 2014 seja de realizações e que estejamos ainda mais unidos a Jesus com o fiel propósito de seguir à Sua vontade - apesar das dificuldades.  E que Deus abençoe a cada pessoa que passa por aqui e "ouve" meu coração. A todos, minha gratidão.
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Paz e bem.
Polyana Zavariz.