27 de set de 2011

Necessidade da fé

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Quais sentimentos tem permeado sua vida? O que tem tomado espaço em seu coração? O que o entristece? Como tem reagido diante dos problemas? Tenho vivido com muitas dúvidas nos últimos dias, e questionamentos surgem em meu coração, fazendo-me parar nas situações, ao invés de reagir. Pareço ter perdido o norte de minha vida...
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Mas, parece que o vento mudou a direção de meu olhar. Escutei uma voz que dizia: "Deus te ama. Não se deixe enganar!" E, mais que depressa, desviei o olhar dos problemas e busquei Aquele que pode mudar o rumo de minhas escolhas.
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A nossa vida é uma luta constante para não naufragar em problemas, tristeza, decepções e tantas outras situações que possam surgir, porém, a maneira mais eficaz de equilibrar-nos no mar é permitir que o Capitão tome a diração do nosso barquinho. E, como diz a canção: "Com Jesus, tudo pode ser mudado pela força da oração"; ainda que estejamos passando por dias nublados ou com tempestades - Ele pode acalmá-la.

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A fé é o combustível da alma. É a força interior que nos move em direção Àquele que nos dá a vida, e a dá em abundância. O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 157, nos diz: "A fé é certa, mais certa que qualquer conhecimento humano, porque se funda na própria Palavra de Deus, que não pode mentir. Sem dúvida, as verdades reveladas podem parecer obscuras à razão e à experiência humanas, mas 'a certeza dada pela luz divina é maior que a que é dada pela luz da razão natural' (São Tomás de Aquino)."
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Contudo, para compreender a dimensão da fé e sua necessidade em nossa vida, o Catecismo ainda nos orienta: "É necessário, para obter [esta] salvação, crer em Jesus Cristo e naquele que o enviou para nossa salvação. A fé é um dom gratuito que Deus concede ao homem. Podemos perder este dom inestimável. (...) Para viver, crescer e perseverar até o fim na fé, devemos implorar ao Senhor que a aumente; ela deve 'agir pela caridade' (Gl 5, 6), ser carregada pela esperança e estar enreizada na fé da Igreja" (CIC parág. 161 e 162).
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Aprendamos a ver a Vida com os olhos da fé, estando em concordância com o que nos orienta a Santa Igreja, para que não mais sejamos levados pelos ventos contrários.
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Abraço fraterno.
Paz e bem.
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Polyana Zavariz.

25 de set de 2011

Primavera

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"Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela...
exatamente porque nunca são as mesmas flores."
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Clarice Lispector

23 de set de 2011

Fica comigo, Senhor!


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Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar.
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Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
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Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
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Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
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Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade.
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Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga.
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Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
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Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel.
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Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.
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Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho.
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(SÃO PIO DE PIETRELCINA)

21 de set de 2011

Expectativa

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"A espera pelo Sol torna a noite ensolarada."
ABNER SANTOS

19 de set de 2011

* Estamos caminhando no rumo da perda de nossa consciência de sermos humanos?

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O aborto é um sinal de alarme que indica um perigo onipresente na sociedade: a perda de identidade humana.

É uma observação do padre Robert Gahl, professor adjunto de Ética na Universidade Pontifícia da Santa Cruz.

O padre Gahl falou com o programa de televisão “Deus chora na Terra”, da Catholic Radio and Television Network (CRTN) em colaboração com Ajuda à Igreja que Sofre.

- O aborto é um sofrimento universal: 53 milhões de abortos no mundo. Em alguns países, mais de 70% das mulheres já abortaram. Por que essas questões ficaram tão presentes hoje: aborto, eutanásia?

- Padre Gahl: Bom, é um paradoxo, triste, que evoca o pecado original. Adão e Eva tentaram ficar no lugar de Deus, ser deuses no lugar dele. Os seres humanos tentam dominar o poder divino, o poder sobre a origem da vida, e controlar o começo da vida de um jeito que é contrário ao desígnio de Deus, e, por isso mesmo, contrário ao desígnio do amor. E eles se sentem poderosos durante um instante. Pode ser até que eles achem que conseguiram.

Mas logo depois eles sentem a frustração e a negação da sua própria identidade, porque essa identidade é a identidade do amor, porque eles foram feitos para o amor. O nosso coração foi feito para o amor. Mas em vez de ser pessoas apaixonadas, em vez de apertar os nossos laços familiares, nós viramos meros construtores, gente que controla produtos. Se o nosso poder de dar vida é simplesmente produzir elementos que se encaixam no “fui produzido”, ou no “sou só o final da linha de um sistema de produção mecanizado”, isso é só a negação da minha própria dignidade como filho de Deus. E como filho dos meus pais.

- Olhando para trás, qual foi o momento em que surgiu no horizonte essa aceitação do aborto, da pesquisa com células-tronco, da eutanásia?

- Padre Gahl: O aborto, infelizmente, é tão estendido por tantas partes do mundo que, hoje, muita gente, até os documentos da ONU, acham que ele é um direito reprodutivo. A origem disso é a revolução sexual, que não foi uma revolução de libertação, mas uma revolução do narcisismo, do desespero, de cortar laços, afeto, amizade e amor pelos outros.

E no centro dessa revolução sexual nós tínhamos o desenvolvimento dos anticoncepcionais químicos, que permitiram o sexo sem bebês, ou seja, as pessoas podiam ter o prazer da sexualidade só como uma busca egoísta.

E eles desconectaram a ordem intrínseca, orientada ao dom da vida; desconectaram a sexualidade dos compromissos sérios de amor, de formar uma família, e, claro, de ser pais e mães. É uma diminuição da dignidade humana. Eu considero que o problema do aborto é que é um sinal de alerta. É uma luz vermelha que está arrancando vidas, mas que indica uma coisa que é mais onipresente ainda, e que está mais profundamente enraizada na nossa sociedade do que você possa imaginar.

- E o que é?

- Padre Gahl: É a perda da própria identidade. Da nossa identidade que participa do poder criador de Deus, e que chama a pessoa a ser mãe e pai.

- O aborto é justificado quase sempre como o direito de escolha. Mas também como um apelo ao amor. Por exemplo, algumas pessoas dizem que acham melhor abortar do que criar um filho sem amá-lo. Como é que nós chegamos a esta situação invertida, em que a morte é justificada por amor?

- Padre Gahl: O verdadeiro amor humano é incondicional. Quando você ama alguém, não interessa o que acontece. Não interessa, você vai cuidar. Se ele fica doente, se ele fica paralisado por causa de um acidente de carro, você vai cuidar dele pelo resto da vida. Naquele outro tipo de amor, que é uma forma de amor egoísta, você só se entrega a alguém enquanto quer. O aborto, nesse tipo de amor manipulado, vira um meio de saída. Nós temos que mudar completamente e dizer que precisamos aceitar a todos, toda vida humana. Como dizia a Madre Teresa: não existem filhos não desejados; se existe uma criança que alguém diz que não é desejada, tragam para mim, eu vou cuidar dela, porque eu desejo essa criança. E essa é a verdade. Se alguém foi capaz de dizer que o aborto nos permite agir com um cuidado altruísta, porque evita dificuldades, esta lógica nos leva de um modo trágico, eu até diria de um modo assassino, a afirmar que os deficientes não deveriam existir. Isso é a negação de toda dignidade humana.

- Nós passamos da vida como algo intrinsecamente importante a enfatizar a qualidade de vida. A mudança para a qualidade de vida coloca a pergunta: Qual é a minha qualidade de vida? Eu estou tendo qualidade de vida? Isto aponta para os deficientes: eles estão tendo a qualidade de vida que deveriam ter? Isso não coloca em questão a própria vida deles?

- Padre Gahl: Claro. Uma parte dessa lógica aberrante leva também a julgar cada um de nós com base no nosso rendimento. O meu valor se baseia no que eu posso fazer pela sociedade. Se num dado momento os meus resultados são decepcionantes, por doença, por um erro, por estar num setor da economia que o consumidor não deseja mais, então eu não seria mais necessário, e, aí, deixaria de ser importante.

- O maior dom de Deus à humanidade foi o dom de co-criar a vida com Ele. O que faz o aborto ao quebrar esta relação entre o homem e Deus?

- Padre Gahl: Nos esquecemos às vezes, devido ao “cientificismo” – que reduz tudo ao fato científico – que o começo de uma nova vida humana não só vem de um homem e uma mulher, mas também de Deus. Exige a participação de três pessoas, porque a alma humana é imaterial. É a alma espiritual que é criada direta e imediatamente por Deus. Por isso, quando um homem e uma mulher unem-se para ter um filho, é também – tanto ou mais – filho de Deus. Daí que, se quisermos recuperar este respeito pela vida, será porque teremos voltado a tomar consciência do papel de Deus ao dar a vida e, pelo mesmo, deste poder que temos dentro de nós, que é na realidade um poder divino e transcendente. Trata-se de um poder criador pelo qual quase temos Deus na palma da mão, porque podemos dizer-lhe, em certo sentido, quando criar uma nova alma humana. Portanto, se renovarmos esse respeito pela intervenção de Deus, Ele nos ajudará também a nos respeitarmos uns aos outros como imagens de Deus, como outros Cristos.

- Em países como a Rússia, mais de 70% das mulheres abortaram. A proporção de abortos em algumas províncias russas pode alcançar os oito ou dez abortos por mulher, porque o utilizam como um meio de controle de natalidade. Na China, a política de um só filho obriga as mulheres a abortar. Que impacto espiritual e psicológico tem isso na sociedade?

- Padre Gahl: No leste europeu, onde vemos índices tão altos de abortos, que frequentemente se associam a altos índices de suicídios, alcoolismo e depressões graves, há uma sensação de niilismo, de perda total do sentido da vida. Isso ocorre em uma sociedade que não se baseia no amor a seus filhos. É necessário que isso mude. Graças a Deus, em alguns desses países está-se notando uma tendência na direção correta. Na Federação Russa, por exemplo, tem havido ultimamente um aumento na taxa de natalidade. A proporção de abortos continua muito alta, mas fica a esperança de que este aumento da taxa de natalidade continue, de modo que o índice de abortos caia.

- Que mais a Igreja pode fazer neste tema?

- Padre Gahl: Em primeiro lugar, quando pensamos na “Igreja”, tendemos a pensar na hierarquia – em nós, sacerdotes, bispos, o Papa –, mas na realidade a Igreja é o conjunto de todos os cristãos batizados. A Igreja é uma família, por isso precisamos que todos – todos os cristãos batizados – aceitem a vida com amor. Precisamos também de ajuda nos centros para mulheres grávidas. A Igreja magisterial, a Igreja hierárquica, evidentemente, tem de ser também coerente com os princípios da teologia moral católica sobre o tema.

A Igreja há de continuar seguindo o exemplo de Karol Wojtyla, que, como arcebispo de Cracóvia, abriu centros de ajuda para mulheres em situações de crise. Mas na realidade tudo se reduz a isso: Deus é amor. Sou filho de Deus. Sou feito à imagem de Deus, por isso tenho de fazer presente entre os demais seres humanos o rosto de Deus, que é o rosto do amor. Se fizermos isso em todas as nossas relações humanas, se mostrarmos de verdade respeito pela dignidade humana, se mostrarmos respeito e amor pelas pessoas que sofrem, então podemos começar a recuperar os princípios que são necessários para que toda vida humana seja aceita. A vida então não será jamais considerada só um produto, como os bebês que são feitos num tubo de ensaio segundo os desejos de algum fabricante.

Voltando atrás, gostaria de acrescentar que precisamos recuperar nossa sexualidade, assim como a consciência de que a sexualidade é sagrada, e precisamos, portanto, viver a modéstia e o respeito pela nossa sexualidade e nossos desejos sexuais com castidade e fortaleza, de modo que nos preparem para dar vida dentro da estrutura da família.

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Esta entrevista foi realizada por Mark Riedemann para “Deus chora na terra”, um programa rádio-televisivo semanal produzido por ‘Catholic Radio and Television Network’, (CRTN), em colaboração com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre.

Mais informação em www.aisbrasil.org.br


7 de set de 2011

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"Alguns procuram tuas conquistas e medalhas, 
outros buscam você.  Ainda bem."
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(Abner Santos)