30 de nov de 2011

marcas
















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Por onde passa, o homem deixa sua marca. As feridas, sejam na areia,
no tempo, ou no outro, são inevitáveis. . . . . . .  [Abner Santos]

28 de nov de 2011

O verdadeiro sentido do Natal













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Que este tempo seja de preparação para que o Menino Jesus faça morada em nós.

26 de nov de 2011

Seja luz






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..."no mistério me abandono e me deixo envolver,
mesmo quando o sofrimento se derrama sobre mim,
na ausência de respostas eu procuro compreender,
há razões que só a fé pode entender..."
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(música Sigo a luz - Pe. Fábio de Melo, CD As Estações da Vida - Paulinas)

Terapia do abraço*

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Estamos nos condicionando a ter o mínimo de contato com o ser humano.

Vivemos em tempos de medo! Muito do que empreendemos tem por conta o zelo pela nossa segurança. Os homens querem cercar-se de garantias para estar a salvo: da vida afetiva, profissional e econômica à integridade física.

É tanta cautela, que todos esses procedimentos tomados têm cada vez mais afastado as pessoas e formado um ser humano desequilibrado e frio. São grades que engaiolam crianças, blindagens contra a liberdade, ensinamentos que não transmitimos por medo de perder o cargo, mãos que não selam acordos. Estamos nos condicionando a ter o mínimo de contato com o ser humano.

Somos seres dotados de afetividade. Afetividade é o que afeta, interfere no íntimo da pessoa. O gênero humano tem por aspiração o ser comunitário. Precisamos viver juntos, necessitamos uns dos outros.

Sentimentos e afetos são parte do todo do ser humano. São faculdades que proporcionam cor e intensidade a cada momento e circunstância da nossa vida e trazem significado em nosso interior sobre pessoas e acontecimentos. Juntamente com o lado racional, as emoções também são alicerces para tomadas de decisão.

Daí, a importância de cultivarmos boas emoções, estarmos sadios afetivamente. E isso acontece por meio do relacionamento, das conversas, da procura da concórdia, dos gestos que demonstram carinho e consideração. Contudo, depois daquele agradável encontro ou ao ser gerada uma boa impressão a respeito de alguém, quando entendemos que amamos e somos amados, o que vem a ser o penhor e coroar todo tipo de relacionamento são as diversas formas de contato, como o toque, o aperto de mãos, o abraço, o beijo, o afago, entre outros. Gestos muito importantes na construção de nossa afetividade, que geram homens e mulheres sadios emocionalmente, pois ao sentirmos o amor pelo calor humano conectamos a impressão psicológica e espiritual ao que experimentamos fisicamente.

Então a partir daí todo gesto de amor que recebemos pode ser sentido pelas três instâncias do ser: Física, Psiquica e Espiritual.

Um exemplo é quando um indivíduo sabe que sua família o ama pelas palavras proferidas ou pelo sustento que lhe garantido, mas se não há o carinho físico, fica faltando uma dimensão.

O amor manifestado para o todo (três dimensões) do ser humano gera segurança e autoconfiança. Sentir a mão de quem amamos nos passa a sensação concreta de porto seguro. Dá uma percepção palpável do amor que antes intuímos pelo lado racional e na alma.

Jesus tocava os doentes e abraçava as crianças e, um dia, disse ao fariseu que O convidou para jantar: “Não me deste o ósculo (beijo); mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés” (Lc 7, 45). Em referência àquela pecadora que, em seu gesto, demonstrou um amor no qual o anfitrião não o manifestava (cf. Lc 7, 47). Da mesma forma os apóstolos também tocavam nos enfermos e assim ministravam a cura “quando impuserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados” (cf. Mc 16, 17-18).

Quem sabe hoje não precisemos abraçar alguém que há muito não trazemos para perto do coração e deixemos calar as mágoas passadas num gesto que é imprescindivelmente humano? Talvez até pessoas da nossa família, de dentro de nossa casa que há tempos não sentimos o calor nem o perfume, porque não mais nos aproximamos.

Diminuamos as distâncias e construamos pontes de amor que nos liguem a outras pessoas. Não tenhamos medo de apertar a mão ou envolver com um abraço aquele(a) que não é ainda parte do nosso círculo de amizades. Este gesto pode salvar uma alma. Há muita gente por aí precisando de um abraço, nos hospitais, prisões, asilos ou talvez no trabalho, na escola, alguém que esteja próximo fisicamente de nós. Vidas gritam por isso!
Um grande abraço a você!
Deus o abençoe!

*Sandro Ap. Arquejada - Missionário Canção Nova
sandroarq@geracaophn.com

24 de nov de 2011

...refúgio






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Coração de amigo é aconchego para a alma.

16 de nov de 2011

Casa limpa

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Deus quer fazer parte de nossa vida, das tristezas e também das alegrias, e quer por escolha Dele. Ele sabe que não mereçemos mas, conhecendo nossas fragilidades, quer cuidar de nós, sarar nossas feridas. Porém, para que isso aconteça - ou seja, para que Sua graça nos alcançe - é necessário abrir as portas do nosso coração, sem reservas,  para que Ele tenha livre acesso a nós.
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Ele sempre espera. Espera que eu abra meu coração e permita que Ele entre e arrume os cômodos, visite cada espaço, cada lembrança, e - se preciso for - cure as feridas que ainda doem. Seu Amor é bálsamo que cicatrizam aquelas machucaduras que parecem não ter mais jeito. Vai ajudar-nos a organizar os ambientes e nos fará compreender onde precisamos melhorar. Ele que fazer morada em nós.
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Uma vez que o Senhor entra e passa a fazer parte de nossa vida, tudo se torna novo e ganha novo sentido. Só Ele pode transformar a nossa história.
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Que a fé nos torne amigos de Deus!
Paz e bem.
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Polyana Zavariz.

13 de nov de 2011

Pra hoje

"O ontem se foi, o amanhã ainda não chegou, e
o hoje está diante de nós. Rceba bem a ilustre visita do agora. Ela é rara."
(Abner Santos)




a espera

"E esta é a graça dos pássaros:
cantam enquanto esperam."
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(Henriqueta Lisboa)
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6 de nov de 2011

Tempo presente

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MÃOS DADAS
Carlos Drummond de Andrade
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"Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente."
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Encontrei lá: nicholasgimenes.blogspot.com